domingo, 30 de abril de 2006

A criança


Estreou na quinta-feira passada na sala 1 do Monumental.

Aqui fica a entrevista de jean-pierre e luc dardenne (divulgada no press release)

Entrevistador: Jean-Baptiste Morain da magazine Inrockuptibles

Capturar a realidade, imergir nos décors, levar o seu tempo, modelar os actores (como Jérémie Renier, o actor de “A Promessa”): é este o método Dardenne.

Há qualquer coisa de festivo e reconfortante na aventura de Jean-Pierre e Luc Dardenne na última dezena de anos: o sentimento que às vezes existe uma justiça na terra. Porque no início ninguém poderia prever o sucesso internacional que os filmes dos dois cineastas belgas iriam encontrar: uma primeira Palma de Ouro em Cannes em 1999 com “Rosetta” (com a polémica à volta da decisão corajosa de Cronenberg, júri, ao entregar o prémio de Melhor Actriz a uma actriz amadora, a de “Rosetta”), e uma segunda Palma de Ouro, agora, com A CRIANÇA. Quem poderia prever que os seus quatro filmes (não nos esqueçamos de “A Promessa” e “O Filho”) arrebatados a histórias minimalistas e sistematicamente filmados numa Bélgica bem distante dos ouros e ornamentos de Bruges, realizados por dois documentaristas que se tornaram realizadores de ficção, viriam a ser amados pelo público como foram até hoje? Voltar a encontrar os Dardenne – modestos, simples, inteligentes, cheios de dúvidas, engraçados – é também uma festa.

Qual foi o ponto de partida do filme?
Jean-Pierre: Nós, somos lentes. Pertencemos àquele grupo de cineastas que têm dez mil projectos na cabeça, abrem a gaveta e dizem: “E agora, escolho qual?” depois falamos muito tempo: o que lemos, vimos, ouvimos. Nestas conversas, recorrentemente falávamos numa rapariga que tínhamos visto empurrar um carrinho de bebé durante a rodagem de “O Filho”. Perguntávamo-nos se estaria alguém no carrinho... Estava um bebé. Ela estava sempre sozinha. Pensámos que se ela era tão recorrente nas nossas conversas, isso teria um motivo. Tentámos desenvolvê-lo. No início, era apenas uma rapariga que empurrava um carrinho. Ela procurava desesperadamente um pai para a criança. Esse pai que não estava lá de facto – nunca o chegámos a ver pelo menos – transformou-se em Bruno, e isso ligou-se a um tema de que já tínhamos falado: Luc e eu, a história de um pai que vendia o filho. As coisas fazem-se aos poucos: vemos um filme, lemos um livro, uma notícia...
Luc: Como a de um casal de Americanos que adoptou uma criança de forma legal e o bebé tinha sido roubado.
Jean-Pierre: Também passamos muito tempo naqueles que vão ser ou não os nossos décors e aí descobrimos muitas coisas. Falamos com pessoas. Isso enriquece a nossa história.

Temos a impressão que lutam permanentemente contra todos os elementos demasiado simbólicos, pouco inscritos no real.
Jean-Pierre: Digamos que partimos de uma metáfora mas que procuramos algo para a exprimir. Partimos sempre da realidade. Como o carrinho de bebé ou o telemóvel. São elementos que têm uma força simbólica no filme, mas não podemos aceitar um elemento que não tenha uma necessidade material.
Luc: Sabemos que mostrando tudo o que Bruno faz à margem da sociedade, falamos do centro da sociedade, do mundo de hoje. Mas não queremos que o contexto desculpe o gesto de Bruno. Alguns críticos fazem leituras sociológicas dos nossos filmes, mas nós não. Eles pensam que a marginalidade económica das nossas personagens explica o seu comportamento, que são vítimas com uma legitimidade, com o direito de fazerem tudo. Nós queremos falar de coisas mais “antropológicas” que sociológicas.

Que olhar têm dos vossos filmes?
Luc: Tentamos não nos repetir.
Jean-Pierre: Tentamos estar dentro das coisas, não interpretar. Esperamos que estando por dentro, como pedimos aos actores para estarem por dentro, isso vai permitir ao espectador ver. Tentamos não comentar. A rodagem não deve tornar-se num campo de debate, porque senão torna-se comentário e não é isso que nós fazemos. O facto de sermos dois deve significar uma riqueza e não uma fuga. Às vezes temos mesmo intuições ou uma intuição que tínhamos no início concretiza-se: torna-se matéria. Sabemos que estamos no ritmo certo, quando Jérémie e Déborah estão bem. Às vezes estamos contentes e o que está no monitor diz: “sim... mas e se Jérémie fizesse isso...”, “Claro que sim!”... Num determinado momento tornamo-nos na mesma pessoa! É estúpido dizê-lo, mas acho que quando trabalho com o meu irmão sou mais livre.
Luc: Filmámos mais ou menos 20 takes. Quando temos aquilo que queremos, recomeçamos. Filmámos a última cena dezoito vezes. Eram seis horas. Toda a gente pensava que tínhamos terminado, menos nós os dois.
Queríamos fazer mais um take. E foi o perfeito!

Trabalham muito o esgotamento dos actores.
Jean-Pierre: Sim, é preciso que seja automático e não mecânico. Descobrimos isso sobretudo com “O Filho”, em que fizemos imensos takes.
O monitor de vídeo é importante. E isso está relacionado sem dúvida com o nosso passado de videoastas. Gostamos que um de nós dois seja, não só o primeiro espectador (a imagem não é assim tão má num monitor), mas que possa controlar o ritmo do plano, a inscrição dos corpos no espaço. O enquadrador é uma espécie de prolongamento de nós próprios, mas não queremos que se torne virtuoso. Por isso, estamos sempre a controlar, para que ele não acentue os movimentos dos actores. Até porque em algumas cenas, as coisas importantes passam-se fora de cena.

O tempo é o cerne do vosso trabalho (o tempo que levam a escrever, o tempo da realização,...)
Luc: É esse o nosso segredo. Levamos de facto muito tempo. E se os actores interpretam como interpretam é porque estão dentro das coisas, conseguimos embrulhá-los numa espécie de clima, de tensão... eles não vão começar a interpretar sozinhos, estão juntos.

As vossas rodagens são difíceis fisicamente?
Jean-Pierre: Velha tradição de siderurgia ! Digamos que os actores não são tratados como estrelas de cinema. Mas sofremos todos do mesmo mal.

A escolha de actores não profissionais deve ser delicada...
Jean-Pierre: Sim, por isso a Déborah fez o filme todo nos ensaios. Não palavra a palavra, mas todas as cenas. E filmámo-la sempre. Só não fez o fim...

Porque quiseram voltar a trabalhar com Jérémie Renier, dez anos depois de “A Promessa”?
Luc: Só decidimos isso bastante tarde. Vi o trailer de “Violence des échanges en milieu tempéré”. Telefonei a Jean-Pierre e disse-lhe : “Lembras-te da forma como Jérémie ria quando estava à mesa, no refeitório, durante a rodagem de ‘A Promessa’? Talvez ele ainda tenha esse riso, esse riso de rapaz de 14 anos... Não seria mau...”. E essa era uma ideia bizarra, porque ele está bastante sério no filme de Jean-Marc Moutout... Tínhamos receio que tivesse envelhecido – tem 25 anos agora. Ele chegou, brincalhão, olhámos um para o outro e dissemos: “Jérémie, queríamos que fizesses o nosso próximo filme” e ele disse “Fantástico!”.

Ele mudou, certamente...
Jean-Pierre:N’“A Promessa”, ele era treinado/protegido por Olivier (que interpretava o pai). Nunca nos preocupámos com ele. Ele era dotado e sólido fisicamente. Podíamos pensar “ok, aqui está alguém que fez muitos filmes e vai esconder-se atrás da técnica”. Mas não foi isso que aconteceu. Ele tem técnica, mas conseguiu ficar completamente disponível, encaixar-se no ritmo do trabalho. O tempo dos ensaios foi uma altura formidável, a que ele deu imensa vida e ligeireza. Jérémie é muito vivo. Um dia, aconteceu qualquer coisa... Ele propôs alguns gestos e de repente sabíamos que devíamos ir nessa direcção. Era o Bruno a materializar-se.
Luc: Quando chegou queria pintar o cabelo. Não o admitiu logo, mas tinha medo de “A Promessa”. “Já não sou o Igor”. Mas quando leu o argumento, disse “Bom, afinal, foi o Igor que regressou”. (risos) Ele queria ser outro. Disse-lhe “Não, ficarás louro, estás óptimo como estavas n’ ‘A Promessa’. Além disso, os papéis secundários serão quase todos interpretados pelos mesmos actores desse filme”. Ele concordou, mas mesmo assim experimentou uma peruca... Percebemos que ele tinha aceitado ser Igor quando na cena em que lhe perguntam o apelido, ele responde “Michaux”, o apelido da sua personagem em “A Promessa”.
Jean-Pierre: Ele propõe imensas coisas.
Luc: Durante a rodagem, ele foi o treinador, o chefe de equipa, como n’ ‘A Promessa’ tinha sido Olivier. Ele puxou por toda a gente: Déborah, os secundários, as crianças.

Procuram que durante a rodagem exista um ‘chefe de equipa’?
Jean-Pierre: Não necessariamente. Na “Rosetta” éramos nós. Mas se Jérémie não entrasse no filme, teria sido complicado para os outros actores. Ele voltou à Bélgica durante dois meses antes da rodagem e estivemos com ele todos os dias.
Luc: Disse aos colegas em Paris: “Vou recolher-me na religião, vou ter com os Dardenne. Vou para o convento!” (risos) (...)

Falando de religião, há pessoas que não gostam de A CRIANÇA por causa da cena final de redenção.
Luc: Surpreendeu-me que críticos com quem falei tenham confundido redenção com salvação. Se por vezes as nossas personagens encontram momentos de redenção é sempre graças a outros. Nunca isolámos as nossas personagens perante Deus, a luz de uma janela, o céu ou sei lá o quê. É sempre face a outro. Procuramos uma mudança interna das pessoas mas que seja motivada pelos outros, que estão à sua frente. Por isso, talvez sim, possa ser interpretado como algo de religioso, mas também como algo que se passa entre os homens.
Jean-Pierre: Acreditamos que a vida é forte. É por isso que salvamos as nossas personagens. Tentámos matar Bruno, mas não fomos capazes... Também não o queríamos fazer.
Luc: Está tudo relacionado com o tipo de filmes que fazemos. Não queremos sobrepor-nos às nossas personagens: matá-las para condenar a sociedade que... Não! Vamos ficar com elas: elas querem viver. Não nos vamos meter nisso.

E não é uma escolha política? Sem redenção, isso poderia querer dizer que essas pessoas não poderiam mudar, que existe um determinismo social?
Luc: Sim, é verdade. Mas sinceramente, é sobretudo porque gostamos dos personagens.
Jean-Pierre: Vamos deixá-lo viver, acompanhá-lo, encontrar com ele a vida que perdeu ou que nunca teve.
Luc: Mas sem angelizar.
Jean-Pierre: E além disso, o fascínio pela morte é algo que me chateia de morte (risos)
Luc: Fazer viver alguém para matá-lo...
Jean-Pierre: Os filmes que fazemos não são assim.

sábado, 29 de abril de 2006

Elephant

Numa escola os dois estudantes que matam aluno por aluno como se um jogo de computador se tratasse, apelidam aquele dia de dia justiceiro. No filme Elephant através do som e do movimento das personagens estudantis há um sentimento que se faz sentir: o desespero. Há naquelas vidas algo que não pode ser resolvido. Aquelas vidas estão condenadas e dois estudantes, num acto de revolta, de libertação, matam todos à sua volta.

Compram armas pela Internet e o jogo começa, mas o desespero novamente recomeça, quando os outros estudantes perdem a vida e a existência dos dois "caçadores" é, também, colocada em causa.

O realizador utiliza a técnica de enquadrar várias personagens e segui-las enquadrando uma cena com várias perspectivas e todas estas perspectivas sucedem à cena final; a tragédia, onde todos são mortos da mesma forma como se passa nos jogos.

O desespero é a explicação neste filme, que sem exageros ou complicações aborda temas simples - sociais (sexualidade, discriminação, poder, dinheiro, alcoolismo, família, etc), mas apesar de serem problemas simples encontram-se sem resolução, sem alguém que reponha a justiça. O desespero deu-lhes a força da morte. Daí à tragédia foi um pequeno passo.

O nome do filme (Elephant) nasce não do acaso, mas de uma pequena lenda oriental, onde um grupo de cegos toca num Elefante, e cada um tem uma descrição diferente do que está a tocar. Assim como no filme cada personagem estudante toca na realidade como o acaso condicionou o seu enquadramento.

Fogo de artifício em Lisboa na próxima sexta-feira

No dia 5 de Maio, às 23:30, entre a ponte 25 de Abril e a Torre de Belém ocorrerá o maior espectáculo de fogo de artifício alguma vez feito em Lisboa que durará meia hora. São mais de noventa empresas de pirotecnia que organizam o espectáculo em tom de protesto contra as medidas do governo por ter acabado com o fogo de artifício nas festas do interior devido aos incêndios.

http://viladoconde3.blogs.sapo.pt/arquivo/sjoao_noitefesta%20048.jpg

Este evento marca também o primeiro Congresso Internacional de Pirotecnia em Lisboa.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Conferência de Teatro no CCB

A imagem “http://photos1.blogger.com/blogger/1465/47/1600/bridgeproject.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Amanhã no CCB, às 16H realiza-se a conferência com Richard Foreman. O tema é "A morte do inconsciente na criação artística da actualidade". A entrada é livre e trata-se do BridgeProject, a saber ainda do que se trata aqui!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

LISBOETAS, no Nimas


O documentário político Lisboetas tem o mérito de espelhar pela primeira vez as condições em que vivem milhares de imigrantes em Lisboa. No Nimas assisti não só ao filme, mas às reacções de um casal oriundo da Europa do Leste que estava sentado nas cadeiras da frente. O casal ria-se e via com interesse as imagens que passavam no filme. Chegavam-se a identificar com as estórias. O documentário político acaba por fazer rir por diversas vezes os espectadores, no entanto, estamos todos a rir-nos de muita miséria.

Um dos aspectos mais focados é a falta de humanismo da máquina estatal onde nem umas fotocópias tiram, além disso, existem muitas outras situações como a procura de trabalho, a questão da língua, a questão do álcool, da saudade por quem deixaram no país de origem. Curioso é o facto de no documentário não se falar do racismo, talvez pela razão destes emigrantes serem os veradeiros lisboetas.

O filme não consegue tocar na questão do tráfego humano, na prostituição e nas máfias, no entanto, revela ao espectador a realidade da maioria dos imigrantes lisboetas. É dos filmes em exibição que pode provocar várias sensações, de riso, de choro, de compaixão. Tudo aquilo acontece, a alguém que passa por nós na rua.
Com quase 70 horas de filmagens, Sérgio Tréfaut "poderia muito facilmente ter feito um manifesto". Mas não quis. Ainda assim este é um filme assumidamente político. Chamar-lhe Lisboetas, reconhece Tréfaut, é já "um acto político de dizer, meus caros amigos, lisboetas são pretos, têm olhos rasgados, falam russo com sotaque brasileiro. É assim. Não são só os que comem sardinhas em Alfama. A cidade é outra". DN

sábado, 22 de abril de 2006

XVII FESTIVAL DE TEATRO AMADOR DE SINTRA 2006



Começou hoje!

Apoio financeiro selectivo à produção de obras de animação

O Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) anuncia, de acordo com o disposto no art. 8º do Regulamento de Apoio Financeiro Selectivo à Produção de Obras Cinematográficas de Animação, aprovado pela Portaria nº 1165/2001, de 4 de Outubro, os termos do Concurso de 2006:

1. Apoio financeiro a conceder para o presente concurso:
€ 440.000 (quatrocentos e quarenta mil euros)

2. Custos de referência:
2.1 Para a produção de curtas-metragens, indicado no nº 2 do artigo 6º do Regulamento: € 10.000 (dez mil euros).
2.2 Para a produção de médias-metragens, indicado no nº 3 do artigo 6º do Regulamento: € 13.400 (treze mil e quatrocentos euros).

3. Montantes máximos a conceder por projecto de produção:
3.1 De curtas-metragens:
O apoio financeiro não pode exceder por projecto, 80% do custo de referência por cada minuto de duração.
Limite máximo por projecto: € 56.000 (cinquenta e seis mil euros).
3.2 De médias metragens:
O apoio financeiro não pode exceder por projecto, 60% do custo de referência por cada minuto de duração.
Limite máximo por projecto: € 125.000 (cento e vinte e cinco mil euros).

4. Apoio financeiro a conceder no presente concurso para execução do Protocolo ICAM/RTP: € 66.000 (sessenta e seis mil euros)
4.1 O apoio financeiro referido no ponto 4. não pode exceder por projecto:
15% do apoio a conceder pelo ICAM.

5. Âmbito de aplicação: filmes de animação de curta e média metragem.

6. Requerentes: produtores e realizadores cinematográficos.

7. Beneficiários do apoio financeiro: produtores cinematográficos.

8. Data limite para apresentação de candidaturas: até às 17h 30m do dia 8 de Junho de 2006.

9. O pedido de apoio financeiro deverá ser apresentado no ICAM, o original em papel e as cópias em número de três, em suporte digital – CD ROM.

10. Composição do Júri:
João Garção Borges – Presidente
João Catarino
Virgílio de Almeida

Nota: Aos projectos apoiados no âmbito do presente concurso só será atribuído o apoio financeiro referido no ponto 4. caso os produtores dos mesmos acordem na atribuição à RTP, a título exclusivo, dos direitos constantes na cláusula quarta do Protocolo ICAM/RTP.
Os diplomas legais e regulamentares que enquadram os apoios financeiros, bem como os formulários, e demais informações podem ser consultados e obtidos no sítio do ICAM em www.icam.pt.

Contactos: Tel.: 351 213 230 800. Fax: 351 213 431 952

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Lisboetas

Sinopse: Lisboetas é um documentário político sobre a vaga de imigração que nos últimos anos mudou Portugal. Lisboetas é o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível. Lisboetas é um filme que rejeita o habitual tratamento jornalístico e aborda a experiência humana dos imigrantes da grande Lisboa de um ponto de vista cinematográfico. Lisboetas é uma janela secreta sobre novas realidades: modos de vida, mercado de trabalho, direitos, cultos religiosos, identidades. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a lugares onde nunca fomos e que estão aqui. Lisboetas é um retrato por dentro. A palavra é dada aos recém chegados. Talvez por isso, como escreveu a crítica do “Público” Kathleen Gomes, “os estrangeiros aqui somos nós”.
Lisboetas não é um filme dogmático, mas é um filme incómodo e que deixa muitas questões em aberto - por que é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar.
Lisboetas estreia amanhã no Nimas, na Av. 5 de Outubro em Lisboa. Existem 4 sessões, às 14:30, 17:00, 20:00 e 22:00.

domingo, 16 de abril de 2006

INDIE LISBOA 2006 3º Festival Internacional de Cinema Independente

http://photos1.blogger.com/hello/170/1527/1024/indielisboa2006.jpg
Ocorrerá nestes três espaços em Lisboa: King, Fórum Lisboa, Londres e trata-se de uma oportunidade única para se assistir a curtas-metragens e longas-metragens, num festival que premeia a produção independente.
"Este ano, o IndieLisboa recebeu um total de 2206 filmes. Desse universo, foram seleccionados 282 filmes (69 longas-metragens e 213 curtas-metragens), dos quais 14 estreias mundiais (10 curtas e 4 longas), 7 estreias internacionais (curtas-metragens), e 2 estreias europeias (1 longa e 1 curta).
Da Europa (sem contar com Portugal), vieram 155 filmes (28 longas e 127 curtas), da Ásia (que compreende os territórios de Coreia, Japão e Hong Kong) serão exibidos 11 filmes (9 longas e 2 curtas), da Oceânia (Austrália e Nova Zelândia) foram seleccionados 7 filmes (1 longa e 6 curtas), os EUA estão representados com 48 filmes (18 longas e 30 curtas), o Canadá com 5 (3 longas e 2 curtas), e da América Latina serão mostrado 8 filmes (4 longas e 4 curtas).
Finalmente, o IndieLisboa irá exibir 48 filmes portugueses (6 longas e 42 curtas)."
A programação do Indie Lisboa 2006 está disponível aqui

sábado, 15 de abril de 2006

III º Aniversário da Associação Ursos de Portugal

Jantarada


Jantar do ano passado no Porto: