domingo, 29 de janeiro de 2006

Para quem ainda não sabe...



Diz a capa: "A nova administração dos CTT contratou este mês a ex-mulher do primeiro ministro. A empresa presidida por Luís Nazaré não revela o montante da avença da engenheira Sofia Fava, que faz parte da comissão política do concelho do PS/Lisboa."


Sofia Fava é dirigente do PS em Lisboa
Notícia do Correio da Manhã

"O jornal adianta ainda que esta “nomeação” causou “alguma surpresa dentro dos CTT, na medida em que já existe um sistema informático que permite racionalizar todo o esquema de distribuição da correspondência na capital”, que permite distribuir os carteiros “pelas ruas da cidade em função da correspondência existente”."
No Odivelas.com sabe-se mais:
"Luís Nazaré, após a vitória de José Sócrates nas legislativas de 2005, foi nomeado presidente do conselho de administração dos CTT.A ex-mulher de José Sócrates trabalhou no instituto Geográfico Português como técnica superior de 2ª classe do quadro de pessoal do ex-Centro Nacional de Informação Geográfica, mas pediu a sua exoneração no Verão de 2004. José Sócrates e Luís Nazaré também têm em comum o facto de serem confessos admiradores de António Guterres. O primeiro-ministro é amigo há décadas do actual comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Partilham as raízes beirãs. Foram companheiros de luta na tomada de poder no PS. Chegaram ao Governo juntas em 1995."
Alguém se surpreende? Assim se contratam as pessoas em Portugal.
E como é que uma empresa pública se acha no direito de não divulgar salários/avenças?

Quando a verdade incomoda, opta-se por escondê-la.

Histerismo em Lisboa por causa da neve

Pessoas gritavam "Está a nevar!!!" e os velhos vinham à janela ver o que se passava...





Blogs histéricos com a neve:

Bem o aparentemente impossível aconteceu... Nevou no Barreiro! Vejam bem como este planeta anda... A Caminhada pela neve... O que parecia pouco provável aconteceu... Isto deu-me muito em que pensar e acreditem ou não confortou-me! Como já disse a alguém, agora só me falta ver um porco voar! Hehe! - Caminhada

Depois de ligar para o Rio, falar com os amigos sobre o fenómeno da neve a cair em Lisboa, decido ligar o esquentador, está de facto muito frio tanto fora como dentro de casa. Infelizemente os andares velhos não possuem aquecimento e tornam-se, nesta época do ano desconfortáveis, principalmente para um carioca que em outrora, frequentador assíduo de praias sob um sol de 40ºC, e que agora já não suporta tal calor. - Flaviolx

Pois é! Fiquei maravilhado, espantado, entusiasmado... e fiquei mais umas quantas coisas acabadas em "ado" quando levantei o estore, depois da minha mãe me ter acordado (refira-se que eram umas 15h e eu estava muito quentinho na cama) a dizer que estava a nevar, e constatei que, de facto, estava a nevar! Já não acontecia nada assim, cá em Lisboa, há cerca de 50 anos! E eu presenciei! Lá vim para o Técnico, apanhar algum frio pelo caminho... e muita água gelada (sim... a neve caia em flocos muito pequenos e chegava ao chão em água). Três camisolas, um blusão de penas e umas luvas lá me ajudaram a suportar o grizo! Foi giro! ;-) - Diário Abordo

Não me lembro de ver nevar em Lisboa. Dizem que a última vez foi em 64 ou 67. Ainda não era nascido. Mas hoje vi. Hoje sim, nevou em Lisboa. E ainda há quem duvide quando se diz que o clima está a mudar drasticamente. - Simetrias

Não foi alucinação colectiva, hoje nevou em Lisboa. Segundo informação do Instituto Nacional de Metereologia, tratou-se de uma massa de ar muito frio associada a uma depressão com precipitação, facto que provocou queda de neve em diversos pontos do país em que nunca nevou. Desde 1954 que o fenómeno não toma estas dimensões, o que provocou espanto visível no rosto dos moradores. É verdade... Quem diria que iria ver neve a caír sobre a Adelaide Cabete... Nunca na vida?!?!;-) - Quinta da Luz

Pois é... NEVOU em lisboa! ehehe Liiiiindo mesmo! Quero maiiiis! loli Nunca na minha vida imaginava que fosse nevar aqui! Parecia uma saloia de máquina em punho! =) (Sim, eu sei, ja vi nevar, mas muiiito longe daqui!) Beiiijinhos e SPORTiiiiiiiiiiiiNG! - bloggueca

E de repente vai-se ao site www.olhares.com e vê-se uma data de fotografias com neve em Lisboa!!! Todos gostaram, todos sonharam neste domingo friorento... FANTÁSTICO!!! É verdade, tenho uma pequena e singela galeria lá... A começar a dar os primeiros passinhos no mundo da fotografia. Não é nada de especial mas enfim... Com tempo vai lá! Procurem "Mary Mary" (tinha que ser né?) - Mar dos Sonhos

Estava fora de Lisboa a ver nevar e, por momentos, julguei impossível imaginar neve em Lisboa. Nada disso. Esteve a nevar. Enquanto tirava as coisas do fim-de-semana do carro dei por mim com alguns pedacinhos de neve em cima da roupa. Os vizinhos à janela a acenarem e a olharem estupidamente para o vazio confirmava tudo. Bolas! Esteve mesmo a nevar. - Via Rossa

É o tema do dia hoje na blogosfera Portuguesa. Até mesmo o Rui comentou sobre o sucedido! - Zone 41

Gostava muito de ter estado na Nazaré hoje, mas ver nevar em Lisboa também me encheu o dia. :) (E hoje foi um daqueles poucos dias em que me arrependi mesmo de não ter uma máquina digital cá por casa...) - guil

Hoje fui apresentar o meu cão à neve. Em 8 anos e meio de vida nunca ele a tinha visto.
Estava eufórico, não parava de correr. Agora em casa, está o tempo todo sentado em frente à janela a chorar.. (já vamos, Yuri, já vamos. Deixa só o dono tentar não apanhar uma pneumonia) - Delirio nas luzes da cidade

Bem que raio de maneira de começar um dia, com a minha mãe a ligar-me para dizer que nevava em Abrantes... mas o que é que isso me interessa?! Tá uma pessoa tão bem a dormir e depois é acordado só para saber que está a nevar na sua terra natal... - Vida de um universitário

Ver neve a cair na Figueira da Foz, Leiria ou Lisboa é coisa que nunca tinha passado pela cabeça da maior parte das pessoas... Nunca tinha visto nevar assim, e sinceramente, nunca pensei ver a minha cidade coberta de branco. É um espectáculo fantástico, e o dia de hoje não me sairá da memória tão cedo. - Cardos e Prosas

Não sei se se percebe muito bem.. mas esses pontinhos que se veem na foto, são pedaços de neve a cair do céu! Hoje, Domingo, dia 29 de Janeiro de 2006 caiu neve em Lisboa! :D Só é pena ainda não dar para fazer um boneco de neve.... hihi.. :D - Catarina

Está a nevar em Lisboa! Foi o BES gastar dinheiro em neve para agora a termos de borla! Felizmente, o cenário de 3 de Fevereiro de 1957 (eu até tenho uma foto, mas não se nota a neve), repetiu-se! Aqui vemos uma foto de Telheiras, mais propriamente de um prédio que eu e o pounchito conhecemos muito bem! - A caserna

Olho para o meu termometro exterior e verifico uns apeteciveis 5,7 ºC. A neve cai como nunca vi em por estas bandas, faz agora um ano e um mês que passei ferias em Zermatt - Suiça e lá era mais que normal, com uma temperatura de -5º C em plenas 13 horas, ora aqui a essa mesma hora uns bons 7ºC... Não há duvida que o tempo está a mudar, e enquanto olho lá para fora e vejo as crianças a brincar alegremente não deixo de reflectir no futuro que lhes reserva...honrem o protocolo de kyoto. Pelo futuro. - El Mariachi

NÃO FUI VER; NÃO ERA A NEVE. Não exultei por estar a nevar, ou muito perto disso, na região de Lisboa. Não aplaudi. Nem sequer reparei. E não por estar alheado ou ausente; bem pelo contrário, hoje é um dos raros dias na vida em que estou em simbiose total com a natureza. Este vento gélido sopra das minhas entranhas, aquele trovão inesperado e solitário foi a minha alma a estalar, a chuva ameaçadora é a minha doença, os raros cristais de neve (ou geada pesada) são as lágrimas que se escaparam da torrente contida. Há quem goste do espectáculo. - Paulo Querido






Neva em Lisboa!























Neste domingo, às quinze horas, caiu neve em lisboa.

sábado, 28 de janeiro de 2006

Gay Digital Art made in Lisbon
























AUTOR: TheShadowThief

domingo, 22 de janeiro de 2006

Sobre as presidenciais

"O Nietzsche dizia, através do seu arauto Zarathustra, que só acreditava num Deus que soubesse dançar.
Ainda segundo o(s) mesmo(s), Deus morreu.
À falta de Deus, acreditemos num Presidente da República que saiba dançar."

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Casal apaixonado de Lisboa

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O amor vive em Lisboa, uma descoberta feita pelo Loucos de Lisboa no serviço Fotos do Sapo. Existe um album de CandidaLuis onde são divulgadas fotos desde o casamento até aos dias de hoje. Caso queiram espreitar estão presentes nesse album mais de 100 fotografias, um album com o romantico título EU&ELA.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Produtividade em Portugal

Na net já circula um mail acerca dos feriados que se poderão gozar e as pontes associadas. Existem pessoas que no seu trabalho já tiveram oportunidade de verificar isto:

28 de Fevereiro - Entrudo (Terça Feira) - Ponte - fim de semana prolongado
14 de Abril - Sexta-feira Santa (Sexta Feira) - fim de semana prolongado
25 de Abril - Dia da Liberdade (Terça Feira) - Ponte - fim de semana prolongado
1 de Maio - Dia do Trabalhador (Segunda Feira) - fim de semana prolongado
13 de Junho - Só para Lisboa ( Terça Feira)-Ponte- fim de semana prolongado
15 de Junho - Dia do Corpo de Deus (Quinta Feira) - Ponte - fim de semana prolongado
15 de Agosto - Assunção de Nossa (Terça Feira) - Ponte - fim de semana prolongado
5 de Outubro - Implantação da República (Quinta Feira) - Ponte - fim de semana prolongado
1 de Novembro - Dia de Todos-os-Santos (Quarta Feira) - Doente 2 dias - fim de semana prolongado
1 de Dezembro - Restauração da Independência (Sexta Feira) - fim de semana prolongado
8 de Dezembro - Imaculada Conceição (Sexta Feira) - fim de semana prolongado
25 de Dezembro - Natal (Segunda Feira) - fim de semana prolongado

Visto na dois [ 2: ] LISBOA - NOVEMBRO 1755

Um documentário da autoria de Maria Júlia Fernandes com imagem de Carlos Oliveira.

http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/thumb/1/17/340px-1755_Lisbon_earthquake.jpg

Texto da apresentação do documentário exibido:

"Quando se soube que um violento tremor de terra destruíra a cidade de Lisboa, a Bolsa de Londres suspendeu todas as operações. O terramoto foi sentido em vários locais, tanto na Península como no norte de África e durante anos fez correr muita tinta.
Pela Europa, circularam textos, cartas, relatos e desenhos sobre a grande catástrofe que se abatera sobre uma cidade tão importante como Lisboa e os sábios discorreram sobre as causas de tantas mortes e prejuízos em bens.
Tudo se passara na manhã do primeiro dia de Novembro, consagrado pelos católicos a todos os santos da corte celeste, corria o ano de 1755. Por ser dia santo de guarda, e dada a hora, cerca das 9H30, o terramoto apanhou a população a caminho das Igrejas ou já a meio dos serviços religiosos.
Milhares de pessoas foram atingidas pela queda dos edificios. As que não sucumbiram aos desmoronamentos, pereceram nos incêndios ou no tsunami que se seguiuram. Grande parte da cidade de Lisboa, principalmente a zona ribeirinha, ficou em ruínas. Salvou-se o rei que se encontrava ausente do paço da Ribeira.
Mas uma tal catástrofe foi enfrentada de forma exemplar. Uma equipa de engenheiros militares liderados politicamente pelo Marquês de Pombal foi mobilizada e iniciaram-se os preparativos para refazer a cidade. “Cuidar dos vivos e sepultar os mortos” foi a frase-chave que ficou na memória até aos dias de hoje. Só que nem tempo houve para dar sepultura cristã aos mortos. De forma a impedir o alastramento de epidemias foi necessário recorrer a medidas extremas. E assim, com autorização das autoridades eclesiásticas, muitos corpos foram parar ao fundo do mar, outros depositados em valas comuns até hoje desconhecidas, outros, ainda ficaram, sob as estruturas das novas construções.
Dos escombros da cidade antiga romana e medieval nasceu a Baixa de Lisboa tal como a conhecemos hoje. Nasceu, também, uma nova forma de encarar a vida e de justificar as catástrofes naturais, nomeadamente, os terramotos.
O terramoto de Lisboa foi há 250 anos, o nascimento de uma nova cidade, também."

Bibliografia sobre o terramoto de 1755


A ler:
A imagem “http://homepage.mac.com/ruitavares/.Pictures/capapequeno.gif” contém erros e não pode ser exibida.

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

"À Manhã”

“À Manhã” : peça de José Luís Peixoto retrata identidade portuguesa
no São Luiz

Estreia dia 19 de Janeiro, quinta-feira, na Sala Principal do Teatro Municipal São Luiz (TMSL) a peça “À Manhã”. Com texto original de José Luiz Peixoto e encenação de Natália Luiza e Miguel Seabra, esta co-produção do Teatro Meridional, TMSL e EGEAC, pode ser vista até dia 5 de Fevereiro.

A obra está em cena de 19 de Janeiro a 5 de Fevereiro, de quarta a sábado, pelas 21h00 e aos domingos às 17h30. Os bilhetes podem ser comprados nas bilheteiras do São Luiz e custam entre 8 e 18 euros.

“À Manhã”:
Ø Teatro Municipal São Luiz
Ø Sala Principal
Ø R. António Maria Cardoso,38-58
Ø 19 de Janeiro a 5 de Fevereiro
Ø Quarta a sábado às 21h00 / Domingo às 17h30
Ø Bilhetes: 8 a 18 Euros
Ø Reservas: 21 3257650

press release

"A história decorre numa aldeia envelhecida a Sul de Portugal, onde cinco pessoas falam de desejos e de medos e aproveitam para reinventar a vida, o tempo e a esperança num mundo melhor." - in Guia do Lazer, Público

domingo, 15 de janeiro de 2006

Do papel ao online - uma travessia turbulenta


Conferência

Com Dr. Francisco balsemão

Dia 16 de Janeiro (segunda-feira) - 19h00
Auditório Agostinho da Silva

Universidade Lusófona, Campo Grande
Entrada Livre

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Odete



Um filme de Lisboa a ser visto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Alkantara



Alkantara, um festival cultural pruridisciplicnar que irá ocorrer em Lisboa no mês de Junho. Foi esta a primeira das cinco conferências de Gestão Cultural em Lisboa, na Universidade Lusófona.

Trata-se de um festival de ambito local (Lisboa) com integração de projectos de outras culturas, sobretudo lusófonas. O festival conta também com produções culturais de companhias de teatro de Lisboa, entre as quais o Teatro Praga.

Este festival conseguirá a sua concretização em Junho através do apoio do IA (150 mil euros), da Camara Municipal de Lisboa (100 mil euros) e também com a importante colaboração de diversas instituições culturais de Lisboa. Alkantara traz a Lisboa cerca de 150 programadores culturais, na maior parte oriundos da Europa. O programa do festival estará disponível no mês de Maio/Junho dentro do jornal Público.

Numa questão colocada à directora de produção sobre o mecenato de empresas privadas, a resposta foi que na sua experiência de cerca de doze anos apenas conseguiu um total de 5000 euros em dinheiro, sendo os restantes apoios a nível material. As empresas quando são contactadas preocupam-se apenas com a projecção e o retorno, responde a mesma, não valorizando a cultura nem os efeitos que a cultura produz na economia. É assim, com pessimismo, que Mark Deputter (director artístico) e Catarina Saraiva (directora de produção) traçam os investimentos/patrocínios das empresas sediadas em Lisboa relativamente às produções culturais que não atraem massas como jogos de futebol ou Rock in Rio's.

"Ainda há homens que resistem a mulheres bonitas"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Lisboa pede cabeça da ministra da cultura

Carta Aberta ao Primeiro Ministro

Lisboa, 8 de Janeiro de 2006

Exmo Senhor Primeiro-Ministro,
Engenheiro José Sócrates,

Os abaixo-assinados estão cada vez mais perplexos com a política da Senhora Ministra da Cultura, Prof. Dra. Isabel Pires de Lima, ou seja do Governo de que V. Exa é Primeiro-ministro.

Face ao compromisso público de que “a opção política fundamental do Governo é qualificar o conjunto do tecido cultural, na diversidade de formas e correntes que fazem a sua riqueza”, considerando mesmo que “a cultura constitui um dos vectores principais, se não principal, para a afirmação de Portugal no mundo”, que nos é dado verificar?

Dez meses depois da tomada de posse, não descortinamos um pensamento, não vemos uma estratégia, não vemos trabalho, não vemos direcção – vemos hesitações, decisões precipitadas, nomeações incompreensíveis, linhas de acção contraditórias.

Vemos o inaceitável desprezo com que as companhias de teatro e dança estão a ser tratadas (em 2005, o caso dos "sustentados" da Região Norte e a inexistência de apoios pontuais ultrapassaram o legítimo).

Vemos, no cinema, no livro, na dança, nas artes plásticas, no teatro, os concursos serem anulados à revelia do prescrito. Há no ICAM resultados de concursos por atribuir há vários meses e concursos anulados por terem sido ultrapassados os prazos legais para o seu anúncio obrigatório.

Vemos a anulação sucessiva de apoios aos mais frágeis, projectos pontuais na dança ou teatro, primeiras-obras no cinema.

Vemos a indiferença arrogante de quem não quer ver os inadiáveis problemas da vida artística em Portugal.

Vemos os vários Institutos dependentes do Ministério desnorteados, esvaziados, soçobrarem na sua própria inércia e burocracia.

A repentina (mas, ao que lemos nos jornais, longamente negociada) substituição do Director do Teatro Nacional D. Maria II, sem poder ser invocado nenhum motivo estatutário relevante, contrariando disposições claramente expressas no Programa do Governo, demonstra o desconhecimento e desrespeito pelo que são os prazos de acção e o mandato de gestão de um organismo cultural público, e levanta uma insustentável dúvida que se vem juntar às muitas indignações anteriores: para quem está a trabalhar o actual Ministério da Cultura?

Este acto aberrante tem alto valor simbólico e é por isso que nós, membros activos da comunidade artística, protestamos veementemente contra esta política que avança aos solavancos e no meio de contradições.

Vemos instalar-se o mais retrógrado dirigismo populista numa área que o Governo, no seu programa, se comprometeu a tornar “menos dependente da lógica de nomeação governamental directa”.

Não queremos mais isto.

Queremos um Ministério da Cultura que reconheça os problemas do sector e que, com trabalho, rapidez e seriedade, os enfrente.

Temos o direito de exigir, Senhor Primeiro-ministro, um Ministério de Cultura como aquele a que se comprometeu perante os legítimos representantes dos cidadãos, um Ministério capaz de “qualificar o conjunto do tecido cultural na diversidade das formas e correntes que fazem a sua riqueza”, e não o somatório de contradições, desconhecimentos, desrespeitos e incompetência que têm caracterizado o desgoverno da Profª Drª Isabel Pires de Lima.

Conferências de Gestão Cultural em Lisboa

http://photos1.blogger.com/hello/170/1527/1024/gestaocultural.jpg

domingo, 8 de janeiro de 2006

Odete



Um filme de Lisboa:

"Depois de «Alice» chega às salas nacionais mais uma história de obsessão com nome de mulher. «Odete», filme premiado no Festival de Cannes e de Bogotá, é a segunda longa-metragem de João Pedro Rodrigues («O Fantasma»), um dos cineastas mais dotados da sua geração, segundo a revista francesa Les Inrockuptibles.
A primeira história começa com a imagem de Pedro e Rui a beijarem-se apaixonadamente à porta de uma discoteca de Lisboa. Os dois namoram há um ano, trocam alianças e fazem juras de amor. Depois, Pedro vai-se embora de carro e Rui entra na discoteca onde trabalha. Alguns minutos mais tarde, Pedro tem um acidente de viação brutal.
Desesperado, Rui vai ao seu encontro para o ver morrer nos seus braços. Sozinho, sente-se perdido, sem esperança nem vontade de viver. Mas o amor dos dois é eterno..." in Estreia Online
A Banda Sonora:
  • 1. BANJO MOON (letra de Greg Brown), interpretação de Greg Brown
  • 2. MOON RIVER (Johnny Mercer e Henry Mancini), de Il Carlo
  • 3. SUMMER (Olivier Bombarda), de Olivier Bombarda
  • 4. BOTH SIDES NOW (Joni Mitchell), de Andy Williams
  • 5. NEVER MY LOVE (Don and Dick Addisi), de Bert Kaempfert
  • 6. HAPPINESS (Bill Anderson), de Ken Dodd
  • 7. SONG OF THE BLACK SWAN (Heitor Villa-Lobos), de Pink Martini
  • 8. SMELLS LIKE TEEN SPIRIT (Kurt Cobain, Dave Grohl, Krist Novoselic), de Scala
  • 9. LADY (Bert Kaempfert, Herbert Rehbein, Charles Singleton e Larry Kusik), de Jack Jones
  • 10. M. DUPOND (Stefano Ghittoni e Cesare Malfatti), de The Dining Rooms
  • 11. KANGAROO (Alex Chilton), de Big Star
  • 12. HAVE MERCY ON ME (Johann Sebastian Bach), de Ekseption
  • 13. CHAMPAGNE, COCAINE AND NICOTINE STAINS (Del Rio, Grenas, Lunch), de Lydia Lunch with The Anubian Lights
  • 14. BROKEN BELL (Graham Reynolds), de Friends of Dean Martinez
  • 15. MOON RIVER (Johnny Mercer e Henry Mancini), de Henry Mancini and his orchestra
  • 16. A PERFECT SONNET (Conor Oberst), de Bright Eyes
  • 17. SITTING (Anthony Gonzales e Nicolas Fromageau), de M83
  • 18. NINE LIVES (Paul Varjak), de Paul Varjak

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Carlos Fragateiro

Carlos Fragateiro é o novo director do Teatro D. Maria II

http://www.andreas-praefcke.de/carthalia/europe/images/p_lisboa_teatronacionalmaria_2.jpg

"A escolha do ainda director do Teatro da Trindade representa um retrocesso em toda a linha, se pensarmos no que deve ser papel de um teatro nacional (papel esse que, alias, insiste em não ser discutido pela comunidade). Um absurdo tão grande como a escolha que Sasportes fizera com Maria de Medeiros, ou Santana Lopes com Agustina Bessa-Luis. Fragateiro esta longe de se apresentar como um homem cuja relação com o teatro (naquilo que se entende como o lugar do teatro no contexto criativo) seja feita de pertinentes escolhas, novas apostas ou conscientes contaminações de praticas artisticas, pontos nos quais deve assentar a programação de um Teatro Nacional. Ao falar de uma programação exclusivamente dedicada à dramaturgia portuguesa, devemos levar em linha de conta as escolhas que fez para o Trindade."
Opinião de O Melhor Anjo
Notícias relacionadas com Carlos Fragateiro

Ouvido pela TSF, António Lagarto diz ter sido surpreendido pela notícia do jornal e que nada sabe sobre o seu afastamento do cargo. «Afastar-se as pessoas ao fim de tão pouco tempo, quando não há tempo suficiente para consolidar um projecto não é um modo de se evoluir», disse, lembrando que é a «quarta cabeça directiva à frente» do D. Maria.

UPDATE:

No DN, na edição de 30 de Dezembro, com o título "2005: o ano em que nada mudou no teatro português", Miguel-Pedro Quadrio escrevia:
"A própria ministra da cultura, Isabel Pires de Lima, parece ter alguma dificuldade em definir linhas de rumo para o sector (veja-se a entrevista que concedeu ao Expresso na passada semana, em que se limita a formular inquietações vagas sobre matérias em que lhe cabe decidir, como é o caso da crítica velada ao desempenho de António Lagarto à frente do D. Maria II)."
Entretanto o no Diário Digital é publicada esta notícia:
"«Num país livre como Portugal não é aceitável este tipo de nomeações», considerou Pedro Duarte, lamentando que o Governo esteja a «interferir numa direcção artística». O PSD quer também saber os motivos das nomeações que a ministra da Cultura fez nos Institutos das Artes e do Património Arquitectónico e na Biblioteca Nacional.

Esta é a segunda vez que o PSD pede a presença de Isabel Pires de Lima no parlamento para explicar as nomeações em institutos que dependem do Ministério da cultura. Em Outubro, o pedido dos sociais-democratas foi rejeitado pelos socialistas."
O blog LisboaCartaxo está de acordo com esta nomeação de Carlos Fragateiro:

A imagem “http://photos1.blogger.com/blogger/2216/1856/1600/fragat..jpg” contém erros e não pode ser exibida.

No entanto o blog bitlogger afirma-se contra com um post intitulado "Pela Cultura da Nação".
Faz uma crítica revativa à Portucalidade evidenciada na entrevista de Carlos Fragateiro.

O Blog Da Literatura avança com este parágrafo:
"Mas Carlos Fragateiro não quer que fiquemos muito tempo na total ignorância dos seus propósitos para o D. Maria e antecipa já algumas ideias, como a de o transformar num espaço exclusivamente dedicado à dramaturgia portuguesa. Bem poderão os detractores de tão iluminado projecto argumentar que o teatro não é só texto, e que o trabalho de encenadores ou de actores portugueses com as palavras traduzidas não é uma traição à pátria, que não convencerão o destemido Fragateiro. Em perfeita sintonia com os vigorosos apelos à portugalidade do candidato presidencial Manuel Alegre, o futuro director do D. Maria quer um verdadeiro Teatro Nacional."
NOVO UPDATE:
“A decisão prende-se com a mudança de orientação política, pois o Governo entende que o D. Maria II precisa de se renovar e apresentar opções programáticas nas quais a tutela se reveja”, revelou ao CM uma fonte do MC.

"António Lagarto está demitido, nas intenções do Ministério da Cultura (MC), da direcção artística do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II) e da presidência do conselho de administração da respectiva sociedade anónima de capitais públicos. Mas garante ao DN não saber mais do que leu ontem no Público, que ouvia o seu anunciado substituto, Carlos Fragateiro, director do Teatro da Trindade (Inatel), em Lisboa." Elisabete França e Catarina Homem Marques, no DN

"
É ainda nessa entrevista que, também indirectamente, a ministra critica o desempenho de António Lagarto à frente do Teatro Nacional D. Maria II, antecipando o que espera destas instituições descentralização, circulando as respectivas produções pela rede nacional de cine-teatros; reportório que preste "especial atenção ao teatro clássico e ao teatro clássico nacional". E eis que o Público de ontem noticia a substituição de Lagarto por Carlos Fragateiro, antes mesmo que o (ainda) director fosse informado da sua exoneração!" escreve Miguel-Pedro Quadrio no DN

Vida e Morte em discussão no Castelo de São Jorge

A temática da Vida e Morte dá o mote a um colóquio que se irá realizar no próximo dia 7 de Janeiro, sábado, pelas 15 horas, na Sala Ogival do Castelo de São Jorge.

A imagem “http://lisboa.blogs.sapo.pt/arquivo/historia_104_a.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Promovida pela EGEAC e Associação Sete Sóis Sete Luas, esta iniciativa irá contar com a participação de D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e Secretário e Porta-Voz da Conferência Episcopal Portuguesa; Drº António João Simões Monteiro, Presidente da Amnistia Internacional; Dr. Fernando Nobre, Presidente da Assistência Médica Internacional, Prof. Mário de Sousa, genetista e Professor Catedrático da Universidade do Porto e o Drº Frederico Lourenço, responsável pela tradução do clássico grego “Homero” para português. O moderador deste colóquio, inserido no âmbito da exposição “Hardware+ Software= Burros” de autoria do designer italiano Oliviero Toscani, vai ser o jornalista Carlos Magno.

A entrada é livre para todos os que pretendam assistir a este encontro.

Colóquios sobre a Vida e a Morte:

Ø Sala Ogival
Ø Castelo de São Jorge
Ø 7 de Janeiro
Ø 15 horas
Ø Entrada Livre

Mecenas do CCB

Para alguém com curiosidade cultural fica aqui a lista dos mecenas do Centro Cultural de Belém.